A saudade é a obssessão da ausência [...]
E mais uma vez me
perdi nos seus cabelos. Culpa do encaracolado negro e de suas lutas matinais
para domá-lo. É o selvagem que encanta, o seu particular selvagem e sua forma
de não deixar dominar. Domina-me, por favor. Só mais uma vez.
Espero-te como quem
aguarda um milagre, é o perfume do xampu de melancia no travesseiro e o pijama
estampado com sorvetes jogado na cama. Deveriam proibir esses castanhos dos
seus olhos que envolvem em segundos. Bandida. Vou lhe encarcerar dentro de mim.
Só mais uma vez.
Sua falta deveria
ser pecado e seus beijos mais que eternos. Eu quero é o infinito da sua pele.
Vou lhe tatuar no meu braço e cantar meus amores partidos. Não parta, querida.
Deixe-me ficar, por favor. Deixe-me estar contigo de vez. […]


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