A crise dos quase 30.
A realidade é que eu tenho a impressão que mal domino a
minha vida, quanto mais o mundo. E quando olho a minha volta percebo vários
quase trintões, ou até quase quarentões, tão perdidos quanto eu. Simplesmente
caíram nesse negócio de ser adulto e não fazem a menor ideia pra onde estão
indo. E aí vem a frustração.
Deveríamos ter alcançado muito mais. Deveríamos sair da casa
dos nossos pais, criar uma família, ganhar mais dinheiro, traçar um rumo, mas o
único caminho que a gente conhece é o do trabalho pra cama dormir. Porque
a gente vive cansado e não consegue pensar direito. Nos tornamos quase trintões
cansados e acomodados. Porque pensar cansa e a probabilidade de tudo dar errado
é sempre tão grande que a preguiça e o medo tomam conta da gente e só de pensar
em mudar tudo dá um arrepio na espinha. Vou ficar aqui quietinho e esperar a
vida passar porque arriscar dá muito trabalho.
Nós, os quase trintões, temos muito o que provar, principalmente a nós mesmos. Competimos um com o outro e nos aliviamos quando vemos alguém mais perdido que a gente. O que não entendemos é que o problema não é estar perdido, o problema é estar parado. Pegamos nossos sonhos e colocamos numa caixinha, pois não temos mais tempo para arriscar, precisamos ganhar o mundo. E é nessa hora que o mundo nos devora.
A pressão de alcançar o sucesso ofusca a hipótese de
alcançar a felicidade. Os sorrisos do dia-a-dia tornam-se escassos e dá lugar
ao trabalho mecânico, a rotina, o ganha-pão. A necessidade de se sustentar
torna-se a necessidade de gerar riqueza, de exibir sucesso. E nessa hora
pode-se dizer ao mundo que não é um perdedor, que não está perdido, pois sabe
onde está indo. A verdade é que estamos todos perdidos, uns apenas fingem
melhor que sabem o que estão fazendo.
Queríamos dominar o mundo e fomos engolidos por ele.
A realidade é que eu tenho a impressão que mal domino a
minha vida, quanto mais o mundo. E quando olho a minha volta percebo vários
quase trintões, ou até quase quarentões, tão perdidos quanto eu. Simplesmente
caíram nesse negócio de ser adulto e não fazem a menor ideia pra onde estão
indo. E aí vem a frustração.
Deveríamos ter alcançado muito mais. Deveríamos sair da casa
dos nossos pais, criar uma família, ganhar mais dinheiro, traçar um rumo, mas o
único caminho que a gente conhece é o do trabalho pra cama dormir. Porque
a gente vive cansado e não consegue pensar direito. Nos tornamos quase trintões
cansados e acomodados. Porque pensar cansa e a probabilidade de tudo dar errado
é sempre tão grande que a preguiça e o medo tomam conta da gente e só de pensar
em mudar tudo dá um arrepio na espinha. Vou ficar aqui quietinho e esperar a
vida passar porque arriscar dá muito trabalho.
Nós, os quase trintões, temos muito o que provar, principalmente a nós mesmos. Competimos um com o outro e nos aliviamos quando vemos alguém mais perdido que a gente. O que não entendemos é que o problema não é estar perdido, o problema é estar parado. Pegamos nossos sonhos e colocamos numa caixinha, pois não temos mais tempo para arriscar, precisamos ganhar o mundo. E é nessa hora que o mundo nos devora.
A pressão de alcançar o sucesso ofusca a hipótese de
alcançar a felicidade. Os sorrisos do dia-a-dia tornam-se escassos e dá lugar
ao trabalho mecânico, a rotina, o ganha-pão. A necessidade de se sustentar
torna-se a necessidade de gerar riqueza, de exibir sucesso. E nessa hora
pode-se dizer ao mundo que não é um perdedor, que não está perdido, pois sabe
onde está indo. A verdade é que estamos todos perdidos, uns apenas fingem
melhor que sabem o que estão fazendo.
Queríamos dominar o mundo e fomos engolidos por ele.


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